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Saiba Mais                              .

Miopia
Ceratocone
Saiba mais sobre Microscopia Especular
Retinopatia Diabética
Herpes Ocular
Degeneração Macular Relacionada à Idade - DMRI
Conjuntivite

14/10/2005 10:41:23 h
Miopia
É como denominamos o erro de refração em que a imagem focaliza antes de chegar na retina.
Isto pode acontecer porque o olho é mais comprido (o mais freqüente) e ou porque as lentes do olho (córnea e cristalino) tem alto poder refrativo.
A conseqüência é a dificuldade de ver à distância, tanto maior quanto maior o grau de miopia.

O uso de correção óptica não muda a evolução do grau de miopia, conforme crença popular. O que as lentes fazem é colocar a imagem no foco correto.
A miopia pode ser corrigida com óculos, lentes de contato ou cirurgia. A opção cirúrgica se reserva aos pacientes com mais de 18 anos (até esta idade é quase regra a mudança de grau), que satisfazem determinados critérios.
 

13/10/2005 16:35:48 h
Ceratocone
A córnea é uma membrana transparente localizada na região anterior do globo ocular (Fig. 1), na frente da íris (parte colorida). Esta membrana deve ser perfeitamente transparente e esférica para permitir a penetração dos raios luminosos e conseqüentemente uma boa qualidade de visão.
Quando esta membrana se deforma, como no ceratocone (Fig. 2), em que assume um formato cônico ao invés de esférico, a visão fica comprometida, e o uso de lentes de contato pode se fazer necessário para a melhora visual.
Quando o ceratocone é muito avançado e a pessoa não tem uma boa visão com lentes de contato, uma cirurgia pode se fazer necessária, como o implante do Anel de Ferrara ou o transplante de córnea.
 

14/10/2005 10:21:38 h
Saiba mais sobre Microscopia Especular
Um dos principais fatores responsáveis pela manutenção da transparência corneana é o perfeito funcionamento do endotélio da córnea, cuja principal função é a retirada constante de líquido do estroma corneano, além de ser uma barreira mecânica à entrada de líquido para dentro desta estrutura.
Existem diversas patologias da córnea e do segmento anterior que diminuem o número de células endoteliais, com possível descompensação endotelial, ou seja, edema de córnea, espontâneo ou subsequente a uma cirurgia do segmento anterior, como por exemplo, cirurgia de catarata. Um exemplo clássico é a córnea guttata (fig. 1 -acima), que pode ser evidenciada com um cuidadoso exame à lâmpada de fenda.
Córnea guttata é uma situação relativamente freqüente em pacientes acima de 60 anos de idade. Isto não significa que todos estes pacientes venham a apresentar edema de córnea ou que venham a desenvolver descompensação corneana após a facectomia. Uma das maiores dificuldades é avaliar qual o paciente que possui um endotélio resistente ao trauma cirúrgico da facectomia, por menor que este seja, e qual o que irá descompensar a córnea e que necessita, portanto , de indicação de transplante de córnea concomitante à extração da catarata.

Pré-Operatória
A avaliação pré-operatória meticulosa destes pacientes é mandatória para:
1) Uma correta orienteção do paciente quanto à possibilidade de descompensação corneana;
2) Sabermos qual é a melhor conduta cirúrgica;
3) Protegermos adequadamente o endotélio durante um procedimento cirúrgico,
4) Ter a comprovação objetiva pré-operatória do estado do endotélio corneano do paciente, que poderá ter importância também por motivos legais.
A avaliação da anatomia do endotélio corneano (através da reflexão especular à biomicroscopia e da microscopia especular), e da função endotelial (com a paquimetria ultra-sônica), nos fornecem importantes dados sobre estas células. Entretanto, mais importante que um exame isolado (seja da morfologia ou da função endotelial) é a avaliação periódica deste endotélio para informarmos se está em sofrimento e em deterioração progressiva. Se acompanharmos este paciente ao longo do tempo, previamente à cirurgia da catarata, saberemos se está havendo alguma alteração endotelial progressiva.

Exemplificando
Por exemplo, uma microscopia especular que revela 1800 céls/mm² pode ser considerada normal se este paciente nos últimos anos tinha esta mesma contagem. Entretanto, se sua contagem normal era de 2500 céls/mm² há 2 anos, isto é um dado objetivo da diminuição da população endotelial deste paciente. O mesmo se aplica à paquimetria , ou sejam uma espessura corneana de 600µ pode ser normal se sua espessura corneana sempre foi esta. Entretanto, se este paciente era acompanhado com paquimetrias periódicas , e sua paquimetria normal era de 500µ, sinal que este endotélio está deficiente, sob o ponto de vista funcional, e não está conseguindo manter a espessura corneana dentro dos padrões de normalidade daquele indivíduo. Ou seja, terá uma grande chance de não resistir ao trauma cirúrgico da facectomia por exemplo, por menor que ele seja.
Daí a importancia de avaliação morfológica (reflexão especular e microscopia especular) e funcional (paquimetria ultra-sônica) periódica do endotélio em pessoas portadoras de córnea guttala.
É difícil estabelecer um número limite, seja da população endotelial seja da espessura corneana, a partir do qual a córnea irá descompensar após a facectomia, e portanto estaria indicada a cirurgia tríplice e não somente a facoemulsificação. Entretanto, sabemos que uma população endotelial com menos de 1000 céls/mm² e/ou paquimetrias superiores a 650µ geralmente indicam provável descompensação (imediata ou tardia) da córnea após a cirurgia da catarata. Entretanto, não é raro examinarmos córneas transparentes com menos de 1000 céls/mm² e com espessura maior que 650µ.
Transplante de córnea, uveíte anterior, glaucoma agudo, lente intra-ocular de câmara anterior e uso prolongado de lentes de contato (especialmente hidrofílicas) também são causas de perda endotelial, e merecem avaliação periódica do endotélio corneano.
Existem diversos pacientes que apresentam concomitantemente alterações corneanas e catarata. Isto não significa dizer que se fazem necessárias as duas cirurgias , a facectomia e o transplante de córnea em todos os casos. Uma avaliação clínica cuidadosa e objetiva periódica do endotélio corneano pode nos dar muitas informações que nos ajudarão a decidir em qual caso poderá estar indicada somente a cirurgia da catarata para beneficiar o paciente, sem a necessidade de transplante de córnea.

 

14/10/2005 10:26:41 h
Retinopatia Diabética
DIABETE E O OLHO
A retinopatia diabética é atualmente a principal causa de cegueira entre as pessoas dos 20 aos 60 anos, segundo o Diabetic Retinopathy Study Group.
Alterações oculares tais como catarata, glaucoma e retinopatia diabética ocorrem em cerca de 90% dos diabéticos com mais de 25 anos de doença, e o mais crítico é que estes pacientes somente apresentam queixas visuais quando a doença encontra-se avançada. Hoje já é possível reduzir drasticamente os índices de cegueira devido à Diabete, e um dos fatores mais importantes para o sucesso deste tratamento é o diagnóstico precoce das alterações oculares.
O paciente diabético deve realizar exames oftalmológicos periódicos (semestrais ou anuais, dependendo do caso), pois somente assim as alterações oculares secundárias à Diabete poderão ser detectadas e tratadas precocemente, pois o paciente é assintomático nas fases iniciais do comprometimento ocular.

O Oftalmocentro de Porto Alegre conta com os mais aprimorados métodos para o diagnóstico e tratamento das patologias vítreo-retinianas (Angiofluoresceinografia, Retinografia, (Fotocoagulação a Laser, Vitrectomia Via Pars Plana), (glaucoma (Campo Visual, (Papilografia em Estereopsia), e catarata (PAM, Vídeo e Foto-documentação, Biometria e Paquimetria ultra-sônicas, Microscopia especular, Facoemulsificação com Lente intra-ocular dobrável sem sutura), além de corpo clínico altamente especializado para o tratamento destes graves distúrbios da visão.

 

14/10/2005 10:35:22 h
Herpes Ocular
Diversas são as manifestações oculares do vírus Herpes Simplex, desde uma simples úlcera superficial corneana até uma úlcera profunda com risco de perfuração da córnea.
As doenças provocados pelo herpes simplex podem trazer muitas complicações oculares, especialmente se não forem diagnosticadas e tratadas precocemente. Fases prolongadas ininterruptas da infecção, número de recidivas e tratamentos ineficazes aumentam as complicações e podem ter conseqüências graves.
A pessoa se infecta pela 1a vez com o vírus Herpes Simplex quando criança, entretanto na maioria das vezes sem a manifestação clínica da doença. A 1a manifestação clínica do Herpes Simplex ocular é geralmente na vida adulta, com sintomas de dor ocular, olho vermelho, fotofobia (sensibilidade exagerada à luz) e às vezes visão turva.

O paciente deverá procurar atendimento oftalmológico especializado para o diagnóstico e tratamento precoce. O tratamento clínico é geralmente eficaz, entretanto dependendo da severidade do comprometimento ocular, o tratamento cirúrgico pode se fazer necessário, como por exemplo o recobrimento conjuntival ou o transplante de córnea.

 

14/10/2005 10:47:20 h
Degeneração Macular Relacionada à Idade - DMRI
A DMRI é uma doença da retina que atinge a mácula, ou seja, a região do olho responsável pela visão central. Acomete principalmente pacientes com mais de 55 anos de idade, sendo o principal sintoma a perda gradual da visão central. Alguns pacientes observam distorção da imagem, como também manchas na visão (escotoma central e paracentral). A DMRI ocorre devido ao acúmulo de substâncias residuais na retina, causando uma degeneração retiniana e, consequentemente, morte das células retinianas neste local. Algumas vezes pode ocorrer a formação de uma membrana com vasos anômalos (membrana neovascular subretiniana) que pode sangrar, diminuindo ainda mais a visão. Não existe tratamento profilático e o uso de anti-oxidantes e complementos vitamínicos é muito discutível. A fotocoagulação com laser de argônio, a cirurgia retiniana e, mais recentemente, a terapia fotodinâmica (PDT) são opções de tratamento para casos selecionados.
 

06/05/2006 14:37:55 h
Conjuntivite
As conjuntivites são temas aparentemente pouco complexos mas de fundamental importância à população. Sua grande freqüência na rotina diária justifica seu estudo em detalhe. O domínio dos fatores etiológicos destas patologias e, consequentemente,o tratamento correto permite que o oftalmologista conduza de maneira adequada pricipalmente os casos crônicos que tanto desconforto causam ao paciente.
Neste capítulo faremos uma revisão atualizada e objetiva das principais causas de conjuntivites enfatizando seu quadro clínico e tratamento.
 
       
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