E-mail: Senha:
      Seja bem-vindo a OftalmoCentro!
     
   
   
   
   
   
   
   
   
   
 
Cirurgias                                      .

 

Adaptação de Próteses Oculares

As próteses oculares são indicadas para pacientes que apresentam phtisis bulbi (atrofia do globo ocular), olho microftálmico e cavidades anoftálmicas (ausência de globo ocular).
Atualmente as próteses oculares podem oferecer ao paciente excelente resultado estético, pois são finas e confortáveis, permitindo uma movimentação  bastante satisfatória.

SEM PRÓTESE

COM PRÓTESE

Botox (Toxina Botulínica)

A toxina botulínica tipo A foi introduzida para tratamento não cirúrgico de estrabismo na década de 70 pelo oftalmologista Alan Scott que observou um enfraquecimento seletivo e temporário de músculos extra-oculares com a aplicação do botox.
A partir desse estudo o botox passou a ser utilizado, com sucesso, para  tratamento de diversas patologias, como blefaroespasmo (piscar involuntário das pálpebras) e espasmo hemifacial. Além disso, a toxina botulínica tornou-se um dos mais revolucionários métodos de rejuvenecimento facial dos últimos anos, passando a ser aplicada em músculos sem qualquer alteração funcional, apenas com objetivos estéticos.
A aplicação do botox é realizada no consultório e permite que o paciente retorne as suas atividades normais logo após o procedimento.
O efeito inicial aparece em 48 a 72 horas e o máximo em uma a duas semanas. O efeito do tratamento geralmente dura de 3 a 6 meses, quando então pode ser realizada uma nova aplicação.

 

Cirurgia das Vias Lacrimais

A obstrução congênita das vias lacrimais acomete recém-nascidos e causa lacrimejamento e secreção ocular importante. Nesses casos, pode haver abertura espontânea do canal lacrimal, usualmente dentro dos primeiros quatro meses após o nascimento. Persistindo os sintomas após esse período, está indicado realizar uma sondagem das vias lacrimais, que consiste em um tratamento bastante efetivo especialmente se realizado até um ano de idade.
A obstrução adquirida das vias lacrimais causa desconforto, lacrimejamento e secreção em adultos, nesses casos, o tratamento é cirúrgico.

 

Cirurgia de Catarata

   A moderna cirurgia da catarata é realizada sob anestesia local (absolutamente indolor) em regime ambulatorial, ou seja, sem a necessidade de internação hospitalar.
   Para a recuperação visual do portador de catarata, se faz necessária a retirada do cristalino opaco e o implante de uma lente intra-ocular . A qualidade de visão com a lente intra-ocular é muito superior àquela com óculos ou lentes de contato. Por isto, o implante da lente intra-ocular é feito de rotina atualmente.

Lente Intraocular multifocal para cirurgia de catarata
Uma alternativa em relação aos implantes de lentes intra-oculares modernos, são as lentes intra-oculares multifocais que, como os óculos e as lentes de contato multifocais, proporcionam uma visão de longe e de perto com menor dependência aos óculos após a cirurgia de catarata.  Uma criteriosa análise pré-operatória deve ser realizada para se verificar a possibilidade deste implante.

Dúvidas freqüentes sobre a cirurgia de Catarata

• Quando operar ?
Com a moderna técnica da cirurgia da catarata, não é necessário esperar que a catarata "amadureça", como se preconizava antigamente. A catarata pode levar anos para se desenvolver, e a hora de removê-la é quando o paciente nota que sua qualidade de vida já está sendo prejudicada, com dificuldade à leitura, trabalhos manuais, dirigir, ver TV, cinema,
etc. Hoje, na grande maioria dos casos, é o paciente que decide qual é o melhor momento para voltar a enxergar. As dúvidas mais comuns em relação à cirurgia da catarata são as seguintes:

• Por quanto tempo permanecerei no hospital?
A cirurgia atualmente é feita rotineiramente com
anestesia local de forma ambulatorial, ou seja, sem necessidade de internação hospitalar.

• Em quanto tempo estarei enxergando normalmente?
A recuperação visual após a cirurgia da catarata é relativamente rápida. Uma semana após a cirurgia a visão já costuma estar melhor do que antes da operação. Entretanto, isto varia de caso para caso e a visão estabiliza ao redor de 4 semanas após a cirurgia, em média, quando então serão provavelmente receitados óculos.

• Porque implantar a lente intra-ocular?
A adaptação aos óculos e/ou às lentes de contato após a cirurgiade catarata sem implante é difícil, pois estes provocam maior distorção da imagem em
relação à lente intra-ocular. A qualidade de visão com a lente intra-ocular é muito superior àquela com óculos ou lentes de contato. O implante da lente intra-ocular é feito de rotina atualmente.

• Quando os pontos serão removidos?
Geralmente não há necessidade de pontos na cirurgia de catarata. Entretanto, quando utilizados não causam problemas. Só serão removidos se estiverem provocando desconforto ocular ou para diminuir o astigmatismo pósoperatório.
Quando necessário, os pontos são removidos no próprio consultório, com colírio anestésico, sem desconforto algum.

• Quais são as minhas restrições após a cirurgia?
De um modo geral, deve-se evitar esforços físicos grandes nos primeiros 15 dias que se seguem à cirurgia. Deve-se evitar apertar ou esfregar o olho. Um protetor ocular é geralmente usado ao dormir por 1 semana após a cirurgia.


• Quando poderei tomar banho e lavar o cabelo?
Imediatamente após a cirurgia. Entretanto, tenha o cuidado de evitar aentrada de água, sabonete ou xampu dentro do olho.

• Quais são os riscos da cirurgia?
Felizmente, a cirurgia da catarata é uma das cirurgias de maior índice de sucesso atualmente, devido às modernas técnicas de microcirurgia. As complicações são raras, mas podem ocorrer. As principais são: infecção, hemorragia, descolamento de retina e edema de mácula. Estas complicações devem ser diagnosticadas e tratadas o mais precocemente possível. O implante da lente intra-ocular não aumenta em nada o risco de complicações.

• A recuperação visual é rápida?
A recuperação visual é relativamente rápida. Dois a três dias após a cirurgia a visão já costuma estar melhor do que antes da operação. Entretanto, isto varia de caso para caso e a visão estabiliza ao redor de 3 a 4 semanas após a cirurgia, em média, quando então serão em alguns casos receitados óculos.

• É preciso fazer exames pré-operatórios?
Obviamente que o paciente deverá ser submetido a um exame oftalmológico completo para ser diagnosticado o tipo e a densidade da catarata, além de se diagnosticarem outras patologias oculares caso existam concomitantemente à catarata. Alguns exames específicos para o planejamento da cirurgia da catarata também são necessários, como a biometria ultra-sônica para o cálculo do grau da lente intra-ocular a ser implantada no momento da cirurgia, uma ecografia para a avaliação do segmento posterior caso a catarata seja muito densa e o exame do fundo de olho não seja possível, e uma avaliação cuidadosa da córnea (através da biomicroscopia, paquimetria ultra-sônica, microscopia especular e topografia corneana, dependendo da situação), de maneira que esta delicada membrana seja adequadamente protegida durante a cirurgia.

 

Cirurgia de Ceratocone com implante do Anel de Ferrara


Figura 1

Figura 2

   

 

  A córnea é uma membrana transparente localizada na região anterior do globo ocular (Fig. 1), na frente da íris (parte colorida). Esta membrana deve ser perfeitamente transparente e esférica para permitir a penetração dos raios luminosos e conseqüentemente uma boa qualidade de visão.
Quando esta membrana se deforma, como no ceratocone (Fig. 2), em que assume um formato cônico ao invés de esférico, a visão fica comprometida, e o uso de lentes de contato pode se fazer necessário para a melhora visual.
      Quando o ceratocone é muito avançado e a pessoa não tem uma boa visão com lentes de contato, uma cirurgia pode se fazer necessária, como o implante do Anel de Ferrara ou o transplante de córnea.

 

 

 

Anel de Ferrara

IMPLANTE DE ANEL CORNEANO INTRAESTROMAL PARA CERATOCONE
• O que é o anel de Ferrara?
O anel intracorneano é uma técnica cirúrgica de caráter investigacional para redução de ceratocones moderados (fig.1).


Fig. 1 

Consiste na implantação de uma prótese de acrílico na intimidade do tecido corneano de modo a alterar a curvatura da córnea.


 Fig. 2  

A curvatura corneana acentuada e deformada pelo ceratocone, representada pela área vermelha na topografia corneana (fig. 2) muitas vezes pode ser melhorada com o implante do Anel de Ferrara (fig. 3), devolvendo à córnea um formato mais próximo do normal (fig. 4).


Fig. 3


• Quando se indica esta técnica no ceratocone?
Quando o paciente não tolera o uso das lentes de contato e não está muito confortável com o uso dos óculos.


Fig. 4


• Esta técnica é reversível?
Sim e pode ser ajustada em caso de correção inadequada, através da troca da prótese. O anel poderá ser removido em qualquer época sem prejuízo para saúde da córnea, não impedindo a realização de transplante de córnea no futuro, caso seja necessário.
• Como é realizada a cirurgia?
A cirurgia é realizada sob anestesia local tópica, em caráter ambulatorial.
• Como é a recuperação visual?
A recuperação visual demora em média de 3 a 6 meses. Alguns pacientes, entretanto, já observam alguma reabilitação visual dias após a cirurgia.
• A cirurgia funciona sempre?
O sucesso do anel de Ferrara em ceratocone ocorre em aproximadamente 80% dos casos. Há também casos em que o anel de Ferrarsa não consegue reduzir o ceratocone e melhorar a visão. Nestes casos o transplante de córnea se faz necessário para reabilitar a visão.

Saiba mais sobre anel de Ferrara.

Cirurgia de Glaucoma
Cirurgia do Glaucoma
A moderna cirurgia do Glaucoma, no adulto, é realizada sob anestesia local, absolutamente indolor, em regime ambulatorial, ou seja, sem necessidade de internação hospilar.
As dúvidas mais freqüentes em relação à cirurgia de Glaucoma são as seguintes:

• Quanto tempo permanecerei no Hospital?
A cirurgia é realizada rotineiramente com anestesia local de forma ambulatorial.
• Em quanto tempo estarei enxergando normalmente?
A recuperação visual é relativamente rápida. Uma semana ou um pouco mais, após a cirurgia a visão já costuma estar como antes.
Entretanto, isto varia de caso para caso e a visão estabiliza ao redor de quatro semanas, em média, dependendo dos cuidados pós cirurgicos.
• Porquê a visão não pode ficar melhor que antes?
Porquê a cirirgia do Glaucoma sem complicações evita a cegueira. Evita a progressão da doença, não suprime a lesão nervosa já existente. Em raros casos a visão pode melhorar, especialmente nas fases iniciais da doença e em pessoas com menos idade.
• Porquê "Cirurgia" se também não promove cura?
Todo tratamento para Glaucoma não cura. Tanto as gotas como a cirurgia conseguem controlar o Gaucoma. Como os colírios muitas vezes nao conseguem controlar a pressão " em alguns horários", o paciente "mesmo usando" a medicação vai à cegueira.
Glaucoma é uma doença de 24 horas, e a cirurgia com sucesso atua positivamente em todos os horários.
• Quando os pontos serão removidos?
De maneira geral não causam problemas. Entre o 5º e o 10º dia serão retirados se não forem absorvidos.
Os pontos serão removidos no próprio consultório, com colírio anestésico, sem desconforto algum.
• Quais são as minhas restrições após a cirurgia?
Deve-se evitar esforços físicos nos primeiros 15 dias. Também evitar apertar ou esfregar o olho. Amenizar os acessos de espirros ou tosse (melhor fazer a prevenção).
Um protetor ocular é geralmente usado ao dormir, por alguns dias.
• Quando poderei tomar banho e lavar o cabelo?
A partir do dia seguinte da cirurgia, desde que continue com todos os cuidados (é melhor seguir a orientação do especialista).
• Quais são os riscos da cirurgia?
Felizmente, a cirurgia realizada hoje ainda é uma das técnicas de maior índice de sucesso. Trata-se de uma microcirurgia, cujas complicações não são freqüentes, se as instruções forem executadas disciplinadamente, mas, podem ocorrer, quais sejam, infecção, hemorragia, descolamento de coróide ou retina e edema de mácula.

Fig. 1


Nervo não afetado


Nervo afetado

Fig. 1
Campo visual normal

Fig. 2
Campo visual no glaucoma

Cirurgia de reconstrução da superfície ocular

Os procedimentos cirúrgicos que ajudam a recuperar a superfície ocular são:

  • TRANSPLANTE DE CÉLULAS TRONCO (TRANSPLANTE DE LIMBO)

Neste procedimento levamos células tronco sadias do olho não afetado (doenças unilaterais), e nos casos bilaterais podemos retirar este tecido de um olho doador de um parente ou de um cadáver. O doador vivo mais adequado é escolhido através de um exame de sangue (Compatibilidade HLA e ABO) entre os irmãos, pais ou filhos do paciente afetado. O limbo, local onde estão as células tronco, que é retirado do olho doador sadio não prejudica o doador pois a quantidade retirada é pequena.
Nos casos de doador cadáver é necessário utilizar medicamentos imunossupressores via oral para evitar a rejeição. Quando se consegue um bom pareamento HLA pode-se evitar a imunossupressão.
Trata-se de um procedimento ambulatorial realizado com anestesia local. Algumas vezes um futuro transplante de córnea é necessário para reabilitar a visão.

  • TRANSPLANTE DE MEMBRANA AMNIÓTICA

A membrana amniótica é previamente preparada a partir de uma placenta humana, e passa por um processamento especial antes de ser utilizada. Esta membrana tem propriedades anti-inflamatórias, consegue diminuir os vasos da córnea e facilita a cicatrização. Pode ser usada isoladamente nas queimaduras agudas, nas perdas parciais das células tronco, no alívio da dor de certos edemas de córnea, ou nos casos de úlceras de córnea que não respondem ao tratamento convencional.
Também pode ser associada ao transplante de limbo, principalmente para refazer as áreas internas das pálpebras e melhorar as condições gerais do olho.

Cirurgia do Estrabismo

 

Cirurgia de Pálpebras (Blefaroplastia)

            A Blefaroplastia é o procedimento indicado para tratamento estético do excesso de pele e bolsas de gordura das pálpebras superiores e inferiores. Esse procedimento oferece ótimos resultados, é realizado com anestesia local e sedação, o pós-operatório não é doloroso e o edema e hematomas no local gradualmente vão desaparecendo. O paciente encontra-se apto para retornar as suas atividades normais usualmente dentro de 1 semana.

PRÉ-OPERATÓRIO

PÓS OPERATÓRIO (2 SEMANAS)

Cirurgia Plástica Ocular

      A Cirurgia Plástica Ocular é uma área especializada da oftalmologia que se dedica ao manejo das anormalidades e deformidades das pálpebras, do sistema lacrimal, das órbitas (cavidades ósseas que envolvem os globos oculares) e da face adjacente.

Deformidades Palpebrais:

  • Ptose palpebral (pálpebra caída) congênita e adquirida
  • Dermatochalase (excesso de pele palpebral) onde está indicada a cirurgia estética denominada blefaroplastia,
  • Entrópio (pálpebra virada para dentro)
  • Ectrópio (pálpebra virada para fora)
  • Tumores palpebrais
  • Blefaroespasmo (piscar involuntário das pálpebras)
  • Deformidades palpebrais pós trauma e causadas por doenças como a Síndrome de Stevens Johnson

Doenças das órbitas:

  • Tumores orbitários
  • Orbitopatia de Graves (doença ocular associada a desordens da tireóide)
  • Trauma orbitário
  • Celulites (infecções orbitárias)

Doenças das vias lacrimais:

Reabilitação estética de cavidades anoftálmicas (indivíduos que perderam o globo ocular):

Tratamento de Olho Seco Severo:

      O cirurgião plástico ocular é um médico oftalmologista que completou sua formação com um treinamento adicional em cirurgia plástica de estruturas relacionadas aos olhos, dessa maneira, encontra-se qualificado para realizar as cirurgias e ao mesmo tempo prover cuidados específicos que os olhos podem necessitar.

Cirurgia Refrativa
Cirurgia refrativa corrige os defeitos de refração (miopia, hipermetropia e astigmatismo) (fig.1).


fig.1

fig.2

• O que é a ceratotomia radial?
A primeira técnica cirúrgica consagrada para modificar a curvatura corneana, e, portanto, corrigir a miopia, foi através da realização de várias incisões com um diamante altamente preciso, denominada de ceratotomia radial .
• Que técnicas utilizam o Excimer Laser?
A partir de 1983, a mudança na curvatura da córnea para corrigir miopia e astigmatismo começou a ser realizada com maior precisão e segurança através da aplicação do Excimer laser (fig.2) na superfície corneana. Uma das técnicas, conhecida como PRK (photorefractive keratotomy) (fig.3), aplica o laser na superfície da córnea.


fig.3

Esta técnica tem algumas desvantagens: é limitada a pacientes com 1 a 4 graus de miopia, pode causar algumas complicações com a cicatrização corneana e leva mais tempo até a total reabilitação visual. A outra técnica, chamada LASIK (laser assisted in situ keratomileusis) (fig.4), utiliza o laser na intimidade da córnea, após preparar esta delicada membrana para receber o laser, confeccionando um flap (uma "tampa") na córnea. Desta maneira, a cicatrização corneana, a precisão e a segurança da cirurgia se tornaram muito maiores, e é a técnica de eleição nos dias de hoje. Esta técnica que oferece melhores resultados, com maior segurança e precisão, para miopias de até 12 graus, astigmatismos de até 6 graus, e hipermetropias de até 5 graus.
• É possível voltar o grau depois da cirurgia?
Esta técnica oferece uma enorme estabilidade pós-operatória, ou seja, é extremamente raro voltar o grau após a cirurgia. Isto pode, entretanto, ocorrer com qualquer técnica cirúrgica, mesmo com o Lasik, especialmente nos graus mais altos.


fig.4

• Como é realizada a cirurgia?
Esta cirurgia é realizada de rotina com colírio anestésico, absolutamente indolor, em regime ambulatorial, fora de ambiente hospitalar.
• A recuperação visual é rápida?
A reabilitação visual e o retorno às atividades profissionais costumam ser rápidos, na maioria das vezes 24h após a cirurgia.
• Quem pode ser operado?
Nem todo o paciente portador de miopia, astigmatismo ou hipermetropia pode ser submetido à cirurgia corretiva. O paciente deve se submeter a uma avaliação oftalmológica completa, além de alguns exames oculares específicos para se verificar a possibilidade ou não da correção cirúrgica. Caso possível, deve-se lembrar que a cirurgia tem por finalidade diminuir o máximo possível o grau da miopia, astigmatismo ou hipermetropia, com o intuito de deixar o paciente o menos dependente possível dos óculos ou lentes de contato. O resultado, no entanto, depende também da cicatrização pós-operatória, que é muito individual. Mesmo que não se elimine totalmente o grau, consegue-se na grande maioria dos casos eliminar ou diminuir muito a dependência aos óculos ou às lentes de contato.
• Que outras opções existem para portadores de grau mais altos?
Para graus mais elevados, especialmente acima de 12 graus de miopia e acima de 5 graus de hipermetropia, existem outros procedimentos cirúrgicos mais eficazes, como por exemplo a introdução de uma lente intra-ocular de Artisan, técnica utilizada na Holanda há mais de 25 anos, com resultados exelentes. Esta também já é uma cirurgia realizada de rotina em nosso meio, sob anestesia local e em regime ambulatorial (sem necessidade de internação hospitalar). Esta é uma cirurgia que oferece também um alto índice de segurança, entretanto o paciente deverá ser submetido a um cuidadoso e completo exame oftalmológico prévio. Em muitos casos de alta miopia são necessárias aplicações de laser de argônio na periferia da retina como um preparo ao implante da lente intra-ocular. Nestes graus elevados de miopia e hipermetropia, o implante da lente intra-ocular costuma reduzir a maior parte do grau, podendo o grau residual ser ainda diminuído com uma cirurgia complementar com Excimer laser, como comentado anteriormente.
• Existem mais novidades na área da cirurgia refrativa?
As pesquisas na área da cirurgia refrativa (correção de miopia, hipermetropia e astigmatismo) são enormes e continuam sempre evoluindo com o intuito de oferecer maior segurança e precisão. Independentemente do grau a ser corrigido e da técnica a ser empregada, o paciente interessado na cirurgia refrativa deve sempre questionar seu oftalmologista quanto às vantagens e à possibilidade de se submeter a este procedimento cirúrgico, após a realização de um completo exame oftalmológico e de alguns exames específicos para estas cirurgias.

Cirurgia refrativa personalizada

A cirurgia refrativa com Excimenr Laser hoje conta com a possibilidade de uma correção personalizada, ou seja, além da correção do grau, já é possível, em casos selecionados, melhorar a qualidade da visão corrigindo algumas deformidades corneanas.  É necessária a realização de um exame chamado Aberrometria (ZyWave ou LadarWave) para a verificação da possibilidade da correção cirúrgica destas aberrações ópticas.

Cirurgias Vítreo-retinianas

      O tratamento de doenças vítreo retinianas tem avançado rapidamente nos últimos anos. Novas terapias foram introduzidas para tratamento da retinopatia diabética e degenerações retinianas relacionadas com a idade, baseadas em aplicações de medicamentos, associadas ou não ao laser. Para casos que necessitem de cirurgia, novos equipamentos permitem realizar procedimentos por pequenas incisões, minimizando o trauma cirúrgico e tornando a recuperação pós operatória mais rápida e menos desconfortável.

       Vale ressaltar ainda as pesquisas na área da visão artificial, que se encontra nos testes finais, com pacientes voluntários, indicando uma perspectiva bastante promissora para casos até pouco tempo sem tratamento.

Terapia Fotodinâmica

 

Transplante de Células Tronco Corneanas (TRANSPLANTE DE LIMBO)

Neste procedimento levamos células tronco sadias do olho não afetado (doenças unilaterais), e nos casos bilaterais podemos retirar este tecido de um olho doador de um parente ou de um cadáver. O doador vivo mais adequado é escolhido através de um exame de sangue (Compatibilidade HLA e ABO) entre os irmãos, pais ou filhos do paciente afetado. O limbo, local onde estão as células tronco, que é retirado do olho doador sadio não prejudica o doador pois a quantidade retirada é pequena.
Nos casos de doador cadáver é necessário utilizar medicamentos imunossupressores via oral para evitar a rejeição. Quando se consegue um bom pareamento HLA pode-se evitar a imunossupressão.
Trata-se de um procedimento ambulatorial realizado com anestesia local. Algumas vezes um futuro transplante de córnea é necessário para reabilitar a visão.

 

topo

Transplante de Córnea

A córnea é uma membrana transparente localizada na a parte da frente do olho, através da qual vemos a pupila e a íris (colorido do olho). A córnea normal é transparente e esférica. A cirurgia de córnea é necessária, justamente, quando não apresenta mais essa transparência, e se denomina Transplante de Córnea ou Ceratoplastia.         

         Entre as doenças que necessitam de transplante de córnea podemos citar: Traumatismos Oculares, Ceratocone, Complicações em Cirurgias Oculares, e outros casos em que as córneas podem ser alteradas por doenças metabólicas ou por degenerações e distrofias, que são doenças de causa desconhecida.         

 

Transplante de Córnea Artificial

      Há muito que se pesquisa a possibilidade de se confeccionar uma córnea artificial, principalmente com o objetivo de não haver necessidade de um doador humano para tal e para eliminar a possibilidade de rejeição do transplante.

      Ainda não se conseguiu, entretanto, desenvolver uma córnea artificial ideal.  O que já se consegue, entretanto, é uma lente que substitui a córnea em casos específicos, chamada de ceratoprótese, reduzindo muito o risco de rejeição e a necessidade do paciente usar medicações orais imunossupressoras (que combatem a rejeição), os quais apresentam inúmeros efeitos colaterais.

São 3 os modelos mais utilizados no mundo:

  1. Cératoprótese de Falcinelli, realizada basicamente na Itália, na qual é necessária a adaptação da ceratoprótese em um dente do paciente, cirurgia realizada em duas etapas, com aproximadamente 3 meses de intervalo;
  2. Ceratprótese Alphacor, produzida na Austrália, semelhante a uma lente de contato gelatinosa, mas ainda com muitas limitações;
  3. Ceratoprótese de Dohlman, produzida em Boston, EUA, a qual foi uma das que mais evoluiu nos últimos anos, apresentando atualmente um índice de sucesso de 80% em casos selecionados.

      Realizamos atualmente no OftalmoCentro, a cirurgia com a ceratoprótese de Dohlman, pois é a que apresenta um dos maiores índices de sucesso entre as ceratopróteses disponíveis.  O paciente necessita de uma avaliação pré-operatória meticulosa para verificação da possibilidade do transplante desta ceratoprótese, que vem sendo cada vez mais utilizada em casos de rejeições de múltiplos transplantes de córnea prévios, pacientes portadores de seqüelas de queimaduras oculares ou Síndrome de Stevens-Johnson.

Transplante de Glândulas Salivares - Tratamento de Olho Seco Severo

      O olho seco é causado por uma deficiência na produção do filme lacrimal e origina sintomas  que vão desde uma irritação ou desconforto nos olhos até lesões graves na superfície ocular com perda visual. O tratamento conservador inclui o uso de colírios lubrificantes, mas, em casos mais graves, não são suficientes para garantir adequada lubrificação da superfície ocular.
       O tratamento cirúrgico para olho seco severo inclui a oclusão dos pontos lacrimais (diminuindo a drenagem da lágrima produzida e prolongando a presença da mesma na superfície ocular); cantorrafia (reduz a área exposta da superfície ocular, diminuindo a evaporação da lágrima) e os transplantes de glândulas salivares (parotídeas, sub-mandibulares ou salivares).
      A técnica descrita por Filatov e Chevalijev em 1951 esteve baseada na transferência do ducto de Stenon da parótida para o fundo de saco conjuntival. Essa técnica apresenta algumas desvantagens como o lacrimejamento constante exacerbado pela mastigação, o índice elevado de parotidites e a natureza serosa da secreção parotídea, diferente do filme lacrimal.
      A transferência de glândulas sub-mandibulares descrita por Murube em 1986 é bastante complexa e extensa.
      
Em 1998 Murube descreveu a técnica do enxerto de glândulas labiais submucosas no fórnice conjuntival.  Esse procedimento é de fácil execução e tem por objetivo substituir a lágrima pela secreção salivar, e assim, melhorar a lubrificação da superfície ocular e aliviar os sintomas do olho seco. A secreção salivar é mais viscosa contribuindo para diminuir a evaporação e formar uma camada humidificante mais estável e duradoura. 

 
 
       
Nilo Peçanha - Nº 724 - 4º andar - Porto Alegre - RS - CEP: 90470.000- Fone: (51) 3330-7733