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Catarata
O globo ocular possui uma lente interna, o cristalino (fig. 1), que, sendo absolutamente transparente, permite a imagem nítida do mundo. A opacificação do cristalino - chamada de catarata (fig.2), distorce a imagem e tira a nitidez da visão. O portador de catarata normalmente vê uma neblina na frente da imagem, como se estivesse olhando através de um vidro embaçado. A leitura fica mais difícil e dirigir também pode se tornar perigoso. O portador de catarata também pode se sentir incomodado por luz forte ou ver halos ao redor das luzes. No início, a mudança no grau dos óculos pode até ajudar, mas com o avanço da catarata a visão vai diminuindo progressivamente.
O grande avanço tecnológico na Oftalmologia nos últimos anos têm permitido uma cirurgia mais eficiente, com menores riscos e maior conforto para o paciente (Fig. 3), oferecendo uma rápida reabilitação visual na maioria dos casos.
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Ceratocone
Figura 1 |
A córnea é uma membrana transparente localizada na região anterior do globo ocular (Fig. 1), na frente da íris (parte colorida). Esta membrana deve ser perfeitamente transparente e esférica para permitir a penetração dos raios luminosos e conseqüentemente uma boa qualidade de visão. Quando esta membrana se deforma, como no ceratocone (Fig. 2), em que assume um formato cônico ao invés de esférico, a visão fica comprometida, e o uso de lentes de contato pode se fazer necessário para a melhora visual.
Quando o ceratocone é muito avançado e a pessoa não tem uma boa visão com lentes de contato, uma cirurgia pode se fazer necessária, como o implante do Anel de Ferrara ou o transplante de córnea.
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Figura 2 |
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Conjuntivite
A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Em geral, ataca os dois olhos e pode durar de uma semana a 15 dias e não costuma deixar sequelas.
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Doenças da Córnea
A córnea é a primeira estrutura da parte anterior do olho e fica localizada na frente da íris. Trata-se de um tecido fino, delicado e transparente que quando alterado causa baixa da visão. Várias doenças podem afetar a córnea como o ceratocone, úlceras, infecções, traumas, cirurgias intra-oculares, distrofias, degenerações, alergias e outras. Na maioria das vezes existem tratamentos específicos que recuperam a córnea e quando isto não é possível podemos realizar um transplante de córnea. |
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Retinopatia Diabética
A retinopatia diabética é atualmente a principal causa de cegueira entre as pessoas dos 20 aos 60 anos, segundo o Diabetic Retinopathy Study Group.
Alterações oculares tais como catarata, glaucoma e retinopatia diabética ocorrem em cerca de 90% dos diabéticos com mais de 25 anos de doença, e o mais crítico é que estes pacientes somente apresentam queixas visuais quando a doença encontra-se avançada. Hoje já é possível reduzir drasticamente os índices de cegueira devido à Diabete, e um dos fatores mais importantes para o sucesso deste tratamento é o diagnóstico precoce das alterações oculares.
O paciente diabético deve realizar exames oftalmológicos periódicos (semestrais ou anuais, dependendo do caso), pois somente assim as alterações oculares secundárias à Diabete poderão ser detectadas e tratadas precocemente, pois o paciente é assintomático nas fases iniciais do comprometimento ocular.
Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)
A DMRI é uma doença da retina que atinge a mácula, ou seja, a região do olho responsável pela visão central. Acomete principalmente pacientes com mais de 55 anos de idade, sendo o principal sintoma a perda gradual da visão central. Alguns pacientes observam distorção da imagem, como também manchas na visão (escotoma central e paracentral). A DMRI ocorre devido ao acúmulo de substâncias residuais na retina, causando uma degeneração retiniana e, consequentemente, morte das células retinianas neste local. Algumas vezes pode ocorrer a formação de uma membrana com vasos anômalos (membrana neovascular subretiniana) que pode sangrar, diminuindo ainda mais a visão. Não existe tratamento profilático e o uso de anti-oxidantes e complementos vitamínicos é muito discutível. A fotocoagulação com laser de argônio, a cirurgia retiniana e, mais recentemente, a terapia fotodinâmica (PDT) são opções de tratamento para casos selecionados.
Descolamento da Retina
O
descolamento de retina ocorre quando a retina, que forra toda
a região interior e posterior do globo ocular, desprende-se
deste local, geralmente por acúmulo de líquido
atrás de suas camadas. Como ela é constituída
de células nervosas, no momento que ocorre este “desprendimento”
há interrupção da transmissão
nervosa e a imagem não é mais transmitida para
o cérebro, ocorrendo a perda da visão. Os sintomas
que primeiramente aparecem são “flash de luz”
, “moscas” na frente da visão, sombras
e baixa visual. O tratamento é cirúrgico e deve
ser realizado com brevidade.
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Recentemente descobriu-se que a destruição total ou parcial das células tronco do epitélio da córnea (localizadas no limbo) causam alterações graves na superfície ocular comuns em uma série de doenças como queimaduras, síndrome de Stevens-Johnson, síndrome de Lyell, aniridia, pterígio e outras. Todas estas doenças causam muito desconforto além de tornar a córnea vascularizada e opaca diminuindo muito a visão.
Deformidades Palpebrais
- Ptose palpebral (pálpebra caída) congênita e adquirida
- Dermatochalase (excesso de pele palpebral) onde está indicada a cirurgia estética denominada blefaroplastia,
- Entrópio (pálpebra virada para dentro)
- Ectrópio (pálpebra virada para fora)
- Tumores palpebrais
- Blefaroespasmo (piscar involuntário das pálpebras)
- Deformidades palpebrais pós trauma e causadas por doenças como a Síndrome de Stevens Johnson
Vias Lacrimais
- Obstrução das vias lacrimais causando lacrimejamento excessivo
- Infecções das vias lacrimais
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Estrabismo
O Estrabismo tem por definição a falta de paralelismo de ambos os olhos,ou seja,quando um olho fixa um objeto o outro não acompanha,levando ao cérebro duas imagens distintas provinientes uma de cada olho.Quando isto ocorre em adultos a pessoa terá a sensação de enxergar duas imagens distintas,fenômeno conhecido por diplopia.
Em crianças abaixo de 6 anos de idade acontece um mecanismo chamado de supressão.Para proteger a criança da confusão das duas imagens o cérebro “desliga” o olho desviado.Se esse fenômeno da supressão persiste durante muito tempo ele gera uma diminuição permanente e muitas vezes irrecuperável da visão que damos o nome de ambliopia.
Tipos de Estrabismos mais comuns:
Convergente:Desvio dos olhos para dentro(medial)

Divergente:Desvio dos olhos para fora(temporal)

Há ainda os estrabismos verticais e oblíquos que podem se associar aos convergentes e divergentes.
Tratamento:
A primeira linha de tratamento consiste em reestabelecer a visão que muitas vezes se apresenta diminuída em crianças.O tratamento de oclusão do olho de melhor visão para estimular o olho desviado ainda é classicamente utilizado.Em muitos casos o estrabismo é associados a erros de refração (miopia ,astigmatismo e hipermetropia) que devem ser corrigidos com óculos ou lentes de contato associados ou não à terapia de oclusão.Em alguns casos este tratamento resolve o estrabismo.Quando isso não acontecer indica-se cirurgia.
Como os movimentos oculares dependem da atividade conjunta dos 12 músculos(6 para cada olho) o tratamento na grande maioria das vezes é cirúrgico. Através da regulagem de força destes músculos se consegue um alinhamento eficiente.
A cirurgia de estrabismo é feita em caráter ambulatorial.Com a evolução das novas técnicas cirúrgicas tais como as suturas reajustáveis e o uso da toxina botulínica cada vez mais se logra sucesso pós operatório.
Por fim,toda a criança com suspeita de estrabismo,por menor que seja,ou com história familiar de estrabismo,deve ser avaliada o quanto antes para impedir o desenvolvimento da ambliopia.Naqueles pacientes que apresentam estrabismo em idade mais avançada também o resultado cirúrgico pode ser promissor,não existindo limite de idade para a correção cirúrgica.
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| Glaucoma |
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Herpes Ocular
Diversas são as manifestações oculares do vírus Herpes Simplex, desde uma simples úlcera superficial corneana até uma úlcera profunda com risco de perfuração da córnea.
As doenças provocados pelo herpes simplex podem trazer muitas complicações oculares, especialmente se não forem diagnosticadas e tratadas precocemente. Fases prolongadas ininterruptas da infecção, número de recidivas e tratamentos ineficazes aumentam as complicações e podem ter conseqüências graves.
A pessoa se infecta pela 1a vez com o vírus Herpes Simplex quando criança, entretanto na maioria das vezes sem a manifestação clínica da doença. A 1a manifestação clínica do Herpes Simplex ocular é geralmente na vida adulta, com sintomas de dor ocular, olho vermelho, fotofobia (sensibilidade exagerada à luz) e às vezes visão turva.
O paciente deverá procurar atendimento oftalmológico especializado para o diagnóstico e tratamento precoce. O tratamento clínico é geralmente eficaz, entretanto dependendo da severidade do comprometimento ocular, o tratamento cirúrgico pode se fazer necessário, como por exemplo o recobrimento conjuntival ou o transplante de córnea.
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| Visão Sub-Normal |
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